Havia três irmãos que eram pobres mas fidalgos do Reino das Astrúrias que são: o Rui, o Guanes e o Rastabal.
Eles não tinham telhas nem vidros, a lareira não acendia, eles comem uma simples côdea de pão com alho e nas noites frias iam dormir para á estrebaria.
Numa manhã de Primavera eles foram até á mata, para encontrarem comida, mas em vez de encontrar comida encontraram uma cova da rocha com um velho cofre de ferro, tinha três fechaduras e cada tinha a sua chave.
Eles conseguiram abrir e por dentro estava cheio de moedas de ouro!
O Rui era o mais sensato e propôs que o tesouro fosse dos três. Mas eles tinham medo que alguém os visse se em caso quisessem levar o cofre para casa deles.
O Guanes desconfiava dos irmãos porque o cofre tinha 3 chaves e para não ser roubado ele levava a chave dele.
O Rostabal também queria levar a dele.
Cada um trancou com a sua fechadura.
O Rui e o Rostabal sentaram-se numa pedra enquanto as éguas iam pesticando.
Se os mais velhos não tivessem insistido com o Guanes não achariam também o tesouro.
O Rui perguntou ao Rostabal se fosse o Guanes a descobrir o tesouro se achava que ele ia dividir com eles.
O Rostabal disse que não ia ser ele a encontrar o tesouro porque ele é um egoísta. Eles não queriam que ele ficasse com alguma parte do tesouro e decidiram matá-lo. Eles prenderam-no pelo freio e tiraram-lhe as chaves. O Rui deu um golpe certeiro no coração do Guanes. Eles enterraram o tesouro na adega. Eles decidiram fazer missas ricas pelo irmão.
Eles foram ao tesouro buscar moedas e deixaram cair algumas sobre as pedras e gostavam do barulho do ouro.
Eles foram espreitar as compras que Guanes fizera na aldeia e soltou-lhe uma gorda galinha assada e ficaram em dúvida em ele ter trazido 2 quando elas eram 3.
Compraram uma garrafa de vinho para beberem junto com a galinha assada. O Rui puxou uma das éguas para junto do cofre e agarrou num punhado de ouro.
Desequilibrando-se deixou cair de repente as moedas de ouro.
O Rui sentia um lume que vinha do estômago até ás guelas, transpirando e tremendo pedia socorro ao Guanes e ao Rostabal.
O Rui foi correndo até encontrar uma fonte, mas de nada lhe valia caído para cima da relva.
Pensando que seria veneno, deitou o veneno no vinho. Os três irmãos estavam deitados, um para cada lado.
O defunto
I
Em 1474 foi viver para Segóvia de boas famílias, vivia numa casa do lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em frente tinha o palácio de D. Afonso de Lara, sendo muito rico. Sua madrinha era a senhora do Pilar, onde ia rezar todos os dias.
Dona Leonor tinha um marido muito ciumento, D. Rui apaixonou-se pela D. Leonor.
II
O marido de D.Leonor soube que D.Rui estava apaixonado por ela e proibiu-a de sair, dizendo que a sua esposa tinha que gostar dele.
No dia seguinte o marido de D.Leonor mandou preparar trouxas e cavalos indo para uma beldade em cabril.
D.Rui e toda a cidade souberam da notícia.
D.Leonor ficou bastante sorridente, na quinta tinha ar, sol, flores, pássaros e ruas cheias de árvores belas, era como se fosse a liberdade.
O velho irritado mandou a D.Leonor escrever uma carta ao D.Rui apontando uma espada ao coração de D.Leonor dizendo: o amor que senti por ti é falso, estando agora em cabril